Tuesday, April 8, 2008

Glossário de Teatro

Cenário - Lugar onde decorre a acção. O cenário pode ser construído em tela ou em outros materiais e situa o espectador na época e no lugar em que a historia se passa.

Comédia - Peça de teatro de crítica social. O seu objecto é fazer rir o espectador.

Peça - Texto que serve de base á representação.

Teatro - Lugar onde se representam peças de teatro; conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um país arte de representar; profissão de actor ou de actriz; fingimento.

Acção - Assunto, enredo, intriga, historia(s) de uma peça de teatro.

Acto - Cada uma das divisões de uma peça de teatro, que exige mudança de cenário. Um intervalo marca a passagem de um acto a outro.

Actor - Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.

Cena - Subdivisão de um acto. E, cada cena, sai uma personagem ou entra outro.

Cenógrafo - Responsável pela criação/execução dos cenários.

Didascália - Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a historia e ao tempo em que ela decorre.

Guarda-roupa - conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças.

Papel - Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar.

Contra-regra - Aquele que marca a entrada dos actores em cena.

Deixa - Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala.

Aparte - Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pelo público e não pelas outras personagens.

Bastidores - Espaços por detrás e ao lado do palco, fora da vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrada e onde se guardam os adereços e outros materiais.

Contracenar - Representar em contracena. Contracena significa estar fora da cena principal. Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, fingem dialogar para atingir determinado objectivo.

Palco -
Parte do teatro onde os actores representam.

Ponto - Pessoa que, durante a peça e escondida do público, lê o texto em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das suas falas.

Público - pessoas que assistem à representação de uma peça de teatro.

Autor/Dramaturgo - Autor de peças.

Caracterizador(a) - Pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar. Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face.

Director(a) - Responsável máximo por uma companhia de teatro.

Encenador (encenação) - Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papéis levando à cena um texto original ou adaptação de um original.

Figurinista - Técnico de teatro que se ocupe dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteado e outros complementos).

Fotógrafo (fotografia) - Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo.

Luminotécnico - O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.

Produtor (produção) - Cargo em que tem como objectivo organizar, coordenar a realização de uma obra artística.

Sonoplasta (sonoplastia) - Pessoa responsável pela selecção e execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.

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Saturday, March 29, 2008

Balada de Neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…


Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
e cai no meu coração.


Luar de Janeiro

Augusto Gil

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Wednesday, March 26, 2008

Dá medo

Dá medo…

Das incertezas do dia seguinte
Do viver sem sentido, sem razão
Da monotonia das noites vazias
Sem esperança ou motivação.

Dá medo…

De perder as palavras totalmente
E romantismo nelas não mais haver
Dos pensamentos não te alcançarem
E dos meus olhos, você esquecer.

Dá medo…
De não achar refúgio nas tempestades
E nas revoltas ondas do mar dolente
Sofrer a angústia torpe de perceber
O frio cortante do seu olhar ausente.

Dá medo…

De sufocado e envolvido pela culpa
O amor ser varrido totalmente
E nossos sonhos serem todos banidos
E levados de nós, pelo vento quente.

Dá medo…

De nossas almas fadada ao exílio
Em cem, mil dias de solidão.
De lágrimas vertidas, inutilmente.
De sentir frio e vazio o coração.

Dá medo…

De no limiar da minha vida, concluir.
Que o anoitecer esperado foi esquecido
Que a porta sempre aberta, não existiu
De nas madrugadas, eu nunca ter existido!

Dá medo sim!


Glória Salles

 

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Wednesday, March 12, 2008

Direitos do Leitor

O direito de explorar certa palavra
O direito de explorar certa frase
O direito de explorar certa parágrafo
O direito de explorar certa página
O direito de explorar certo capítulo
O direito de explorar certo livro
O direito de explorar certa colecção
O direito de explorar o mundo dos livros, para poder imaginar.

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Saturday, March 8, 2008

Dia Internacional da MULHER

Um dia nascemos
Um dia crescemos
Um dia brincamos
Um dia saltamos
Um dia corremos
Um dia cantamos
Um dia dançamos
Um dia lemos
Um dia escrevemos
Um dia apaixonamo-nos
Um dia namoramos
Um dia casamos
Um dia temos um filho
Um dia morremos
E com isto, toda a vida de uma MULHER que nasceu, cresceu e um dia morreu.
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Thursday, March 6, 2008

Amor e Amizade

Perguntei a um sábio ,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade…
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas ,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakespeare

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Semana da Leitura

Querida concha:

No mar existem muitas conchas. Umas bonitas e boas e outras más e feias.
Procurei as conchas boas, mas não as encontrei. Estavam partidas e riscadas. Cortavam.
Até que, um dia, a maré trouxe até mim uma concha. Colorida e transparente. Essa abriu-se e eu sentei-me lá dentro. Para sempre.

Maria Teresa Maia Gonzalez, O Guarda da Praia, Capítulo XIII, Palavras à Beira-Mar, página 81 e 82

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18-02-2008

Hoje, ao virmos embora,
Vi-te no autocarro.
Perguntaram-me se me queria sentar
E eu disse que sim.
Desiludida por não ter sentado à tua beira,
Mandei-te um sms,
A perguntar se podia sentar-me à tua beira,
E tu nada me respondeste.
Pedi-te desculpas,
Por não ter conseguido falar no nosso encontro.
Disse que estava a começar a GOSTAR DE TI,
E tu, na dúvida,
Perguntaste se era verdade,
Eu com medo, de me estar a iludir
Disse que era o que sentia.
E agora, eu GOSTO DE TI, VÍTOR.
Tudo por causa de umas palavras que nunca devia ter dito.

18-02-2008

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Saturday, March 1, 2008

NetSegura

No dia 28 de Janeiro foi apresentado, na Assembleia da República, o projecto DADUS no âmbito da celebração do Dia Europeu de Protecção de Dados. O projecto DADUS resulta de um protocolo assinado entre o Ministério da Educação, através da DGIDC, e a CNPD (Comissão Nacional de Protecção de Dados) tendo em vista sensibilizar a comunidade escolar, em particular os alunos, para as questões da protecção de dados pessoais e da privacidade.

O Projecto DADUS é dirigido, nesta primeira fase, aos alunos dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e os seus conteúdos estão disponíveis na Internet em http://www.cnpd.pt/ ou http://dadus.cnpd.pt/ , onde os professores que aderirem a esta iniciativa poderão registar-se e aceder a todas as informações e imprimir os materiais necessários.
Para facilitar o contacto directo entre as escolas e o Projecto DADUS, foi igualmente criado um endereço electrónico:
projectodadus@cnpd.pt This e-mail address is being protected from spam bots, you need JavaScript enabled to view it , através do qual os professores podem colocar questões, solicitar apoio, partilhar experiências ou fazer sugestões.

Foi ainda desenvolvido o Blog do DADUS em http://dadus.blogs.sapo.pt/ , onde os alunos poderão encontrar jogos, passatempos, histórias e banda desenhada, para apoiar a sua aprendizagem de forma lúdica e dinâmica e, ao mesmo tempo, participar directa e activamente no Projecto, levantando dúvidas, partilhando as suas experiências e publicando trabalhos desenvolvidos no âmbito do Projecto.

Fonte: http://www.dgidc.min-edu.pt/

Aires Vaz

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Wednesday, February 27, 2008

Acordei uns dias depois…

Acordei uns dias depois… e não me lembrava de nada.

Fui dar uma volta pela ilha, só via areia, água, árvores, nomeadamente, palmeiras.

Logo depois de ter dado uma volta pela ilha fui pescar, com um pau, que apanhei, e consegui pescar dois peixes, fiz uma fogueira e pus a assar e por fim comi.

Não sabia quem eu era, onde estava, nem sequer sabia como tinha ido lá parar, não sabia nada, nem me lembrava.

Começou anoitecer, e decidi procurar um sítio para dormir. Encontrei uma gruta pequena e acolhedora, fiz uma fogueira, e logo depois, adormeci.

Já de madrugada quando o sol começava a nascer, acordei, e fui ver a ilha com mais pormenor e não vi nada de especial, excepto um outra gruta com algumas roupas e um cadáver. Peguei nas roupas e levei para a minha gruta.

A ilha estava desabitada. Com a ilha desabitada e eu sem saber nada, não sabia o que fazer. Só comia para sobreviver.

Já tinha passado muitos meses, e eu sem me lembrar de nada. Até que um dia, de repente, parecia que me tinha saltado qualquer coisa, e comecei a lembrar-me de algumas coisas, nomeadamente, quem eu era, Carla Enes, onde morava, Barcelos, em que escola andava, E. B. I. de Vila Cova, quem era a minha família, Família Enes, quem eram os meus amigos, antigo 7ºC e mais alguns, lembrei-me das coisas mais importantes.

Adormeci a pensar no que me tinha lembrado.

No dia seguinte, acordei com muitas tonturas, por isso, fui até à água dar um mergulho, parecia que a água estava mais clara que nunca.

Enquanto estava a ir para a água, volteia sentir uma tontura e lembrei-me da minha prima favorita e da minha melhor amiga, Dulce Enes.

Lembrei-me de quando éramos pequenas, nós crescemos juntas, desde o Infantário até ao final do 7ºano, sempre fomos da mesma turma, mas agora fomos separadas. Sou mais velha que ela dezoito dias.

Lembrei-me da Amizade, no Infantário, divertia-me com a Dulce e com os outros colegas, mas ainda não sabia o que era a Amizade.

Na Primária, a Amizade já começava a nascer, e a Dulce não me tinha como melhor amiga, só me tinha como prima favorita e isso não me chegava.

No 2º ciclo, a Amizade significava mais para mim, mas também não fui a melhor amiga dela.

No 7º ano, também não fui a melhor amiga dela, mas foi mais diferente porque estávamos muito unidas e a minha turma era espectacular. Éramos todos muito unidos e amigos uns dos outros e ainda somos. Chegou o Verão e tivemos de nos separar. Estava quase acabar as férias e recebi um sms da Dulce a dizer que tinham separado a turma, inclusiva eu dela e dos meus outros melhores amigos, o que valeu foi que ainda tinha ficado com alguns colegas da minha antiga turma. Mas ainda chorei um bocado pois tinham-me separado dos meus melhores amigos. Quando as aulas começaram a minha antiga turma, só se via nos intervalos.

Já estávamos no 8º ano e não era a melhor amiga dela, e estava há algum tempo a tentar arranjar uma nova melhor amiga, mas por mais que eu quisesse não conseguia. A Dulce tinha duas melhores amigas e eu não estava incluída. Já em Dezembro de 2007, no 8º ano, a Dulce veio ter comigo e disse que as suas melhores amigas já não eram porque nunca andava com elas, que andava sempre comigo e que eu era e sou a MELHOR AMIGA dela. A verdade é que eu não conto todos os meus segredos e duvido que ela me conte todos os seus segredos.

Depois de me ter lembrado de isto, tudo, desmaio nos braços da Dulce.

Pouco tempo depois acordei, e acordei nos braços da Dulce. Quando eu já estava recuperada, fomos dar uma volta e ela contou-me todas as suas aventuras e eu as minhas. Também contei que não me lembrava de nada e que um dia antes tenha começado a lembrar-me do meu passado e contei também qual foi a última coisa que me tinha lembrado.

Como não me lembrava como tinha ido para ali, perguntei-lhe. A Dulce disse-me que fomos com o 8º ano todo, ver uma exposição de Leonardo da Vinci, ao Porto, e que nós as duas tínhamos dado “uma escapadela”, apanhamos um barco, e veio um grande temporal, que nós fomos parar ali.

Umas semanas mais tarde, apareceu um barco da polícia marítima, que nos resgatou e levou-nos para casa.

Nós ficamos dois anos naquela ilha e nunca nos tínhamos cruzado.

Fomos recebidas com muito carinho e também nos deixaram entrar para aquilo que nós mais gostávamos de fazer, eu, jogar futebol e a Dulce, desenhar.

Ficamos as melhores amigas para sempre, com isto aprendi uma coisa, A AMIZADE NÃO SE PROCURA, VAI SURGINDO.

 

ADORO-TE DULCE

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