Quarta-feira | Fevereiro 27, 2008

Acordei uns dias depois...

Acordei uns dias depois... e não me lembrava de nada.

Fui dar uma volta pela ilha, só via areia, água, árvores, nomeadamente, palmeiras.


Logo depois de ter dado uma volta pela ilha fui pescar, com um pau, que apanhei, e consegui pescar dois peixes, fiz uma fogueira e pus a assar e por fim comi.


Não sabia quem eu era, onde estava, nem sequer sabia como tinha ido lá parar, não sabia nada, nem me lembrava.


Começou anoitecer, e decidi procurar um sítio para dormir. Encontrei uma gruta pequena e acolhedora, fiz uma fogueira, e logo depois, adormeci.


Já de madrugada quando o sol começava a nascer, acordei, e fui ver a ilha com mais pormenor e não vi nada de especial, excepto um outra gruta com algumas roupas e um cadáver. Peguei nas roupas e levei para a minha gruta.


A ilha estava desabitada. Com a ilha desabitada e eu sem saber nada, não sabia o que fazer. Só comia para sobreviver.


Já tinha passado muitos meses, e eu sem me lembrar de nada. Até que um dia, de repente, parecia que me tinha saltado qualquer coisa, e comecei a lembrar-me de algumas coisas, nomeadamente, quem eu era, Carla Enes, onde morava, Barcelos, em que escola andava, E. B. I. de Vila Cova, quem era a minha família, Família Enes, quem eram os meus amigos, antigo 7ºC e mais alguns, lembrei-me das coisas mais importantes.


Adormeci a pensar no que me tinha lembrado.


No dia seguinte, acordei com muitas tonturas, por isso, fui até à água dar um mergulho, parecia que a água estava mais clara que nunca.


Enquanto estava a ir para a água, volteia sentir uma tontura e lembrei-me da minha prima favorita e da minha melhor amiga, Dulce Enes.


Lembrei-me de quando éramos pequenas, nós crescemos juntas, desde o Infantário até ao final do 7ºano, sempre fomos da mesma turma, mas agora fomos separadas. Sou mais velha que ela dezoito dias.


Lembrei-me da Amizade, no Infantário, divertia-me com a Dulce e com os outros colegas, mas ainda não sabia o que era a Amizade.


Na Primária, a Amizade já começava a nascer, e a Dulce não me tinha como melhor amiga, só me tinha como prima favorita e isso não me chegava.


No 2º ciclo, a Amizade significava mais para mim, mas também não fui a melhor amiga dela.


No 7º ano, também não fui a melhor amiga dela, mas foi mais diferente porque estávamos muito unidas e a minha turma era espectacular. Éramos todos muito unidos e amigos uns dos outros e ainda somos. Chegou o Verão e tivemos de nos separar. Estava quase acabar as férias e recebi um sms da Dulce a dizer que tinham separado a turma, inclusiva eu dela e dos meus outros melhores amigos, o que valeu foi que ainda tinha ficado com alguns colegas da minha antiga turma. Mas ainda chorei um bocado pois tinham-me separado dos meus melhores amigos. Quando as aulas começaram a minha antiga turma, só se via nos intervalos.


Já estávamos no 8º ano e não era a melhor amiga dela, e estava há algum tempo a tentar arranjar uma nova melhor amiga, mas por mais que eu quisesse não conseguia. A Dulce tinha duas melhores amigas e eu não estava incluída. Já em Dezembro de 2007, no 8º ano, a Dulce veio ter comigo e disse que as suas melhores amigas já não eram porque nunca andava com elas, que andava sempre comigo e que eu era e sou a MELHOR AMIGA dela. A verdade é que eu não conto todos os meus segredos e duvido que ela me conte todos os seus segredos.


Depois de me ter lembrado de isto, tudo, desmaio nos braços da Dulce.


Pouco tempo depois acordei, e acordei nos braços da Dulce. Quando eu já estava recuperada, fomos dar uma volta e ela contou-me todas as suas aventuras e eu as minhas. Também contei que não me lembrava de nada e que um dia antes tenha começado a lembrar-me do meu passado e contei também qual foi a última coisa que me tinha lembrado.


Como não me lembrava como tinha ido para ali, perguntei-lhe. A Dulce disse-me que fomos com o 8º ano todo, ver uma exposição de Leonardo da Vinci, ao Porto, e que nós as duas tínhamos dado "uma escapadela", apanhamos um barco, e veio um grande temporal, que nós fomos parar ali.


Umas semanas mais tarde, apareceu um barco da polícia marítima, que nos resgatou e levou-nos para casa.


Nós ficamos dois anos naquela ilha e nunca nos tínhamos cruzado.


Fomos recebidas com muito carinho e também nos deixaram entrar para aquilo que nós mais gostávamos de fazer, eu, jogar futebol e a Dulce, desenhar.


Ficamos as melhores amigas para sempre, com isto aprendi uma coisa, A AMIZADE NÃO SE PROCURA, VAI SURGINDO.


 

ADORO-TE DULCE

Escrito por CEnes em 22:27:29 | Link permanente | Comments (0) |

Segunda-feira | Fevereiro 18, 2008

O que acham deste letra?

O destino foi traçado
Com um lápis de carvão
Pode bem ser apagado e alterado
E nem está escrito nas mãos

O destino não se esconde
Atrás de uma porta qualquer
Tens de o saber procurar
E merecer

Seguindo por essa estrada
És tu quem decide o teu caminho
Se às vezes numa encruzilhada
Descobres que nunca estás sozinho

É uma escolha que se faz
E já não voltas atrás

No quadro que vais pintar
Se depressa o perceberes
És tu quem traça o rascunho
Escolhes as cores que quiseres

O destino não se esconde
Atrás de uma porta qualquer
Tens de o saber procurar
E merecer

Seguindo por essa estrada
És tu quem decide o teu caminho
Se às vezes numa encruzilhada
Descobres que nunca estás sozinho

É uma escolha que se faz
E já não voltas atrás



Banda: Polo Norte
Letra: O Teu Caminho

Escrito por CEnes em 19:07:05 | Link permanente | Comments (3) |