A civilização - “Seis contos de Eça de Queirós”
Um homem tinha um amigo chamado Jacinto. Jacinto tinha tudo de bom mas era aborrecido. O amigo de Jacinto dizia que não havia pessoa mais civilizada que ele conhecia.
Na biblioteca tinha de tudo, as coisas que ele usava, os instrumentos, aquilo com que ele escrevia, os dicionários, os aparelhos mais modernos que havia, entre outras coisas. Num dos aparelhos modernos tinha uma gravação e o amigo de Jacinto levou umas velhas para mostrar a gravação e o aparelho começou a repetir. De manhã o amigo reparou que ainda dava e só o electricista e calou. Na sala de jantar tinha talheres, copos, águas, cada secção tinha vários estilos. As comidas eram requintados. As travessas de prata que subiam da cozinha em elevadores e que quando lá foi jantar o bispo foi preciso chamar pedreiro para tirar um peixe. O Jacinto deixava o seu amigo ir ao quarto dele onde tinha mais modernices de Jacinta o seu amigo ganhou horror ao laboratório por causa da água a ferver. Jacinto ainda tinha contactos com novas invenções lia filósofos pessimistas.
Numa das Primaveras Jacinto resolve ir até ao Solar de Torges. Demorou sete semanas a preparar a viagem, com as obras que mandou fazer.
Eles partiram e tinham que mudar de comboio. Passaram sem problemas mas as 37 malas ficaram para trás. Quando chegaram não estava a procurador nem os cavalos. Conseguiram arranjar uma égua, um burro, um rapaz e um cão. Mas com a beleza de serra o Jacinto murmura que beleza. Chegaram arranjar uma água, burro, um rapaz e um cão. Mas com a beleza da serra o Jacinto murmura que beleza. Chegaram ao portão e o Zé Brás disse que não esperava sua insolência. Quando viu a casa estava na mesma porque procurador estava, por isso, não começaram as obras. Viu a casa por dentro e estava um horror. Na hora de jantar contemplou o céu, pois na cidade não dava para o fazer. O Zé Brás aparece dizendo que as camas estavam prontas e o Jacinto remediou-se com uma camisa. Habituado a ler antes de dormir pediu alguma coisa para ler ao amigo. Ele rasgou o jornal e deu Jacinto que adormece a ler.
No dia seguinte o amigo foi para casa de sua tia. Ao fim de três semanas regressa perguntando se ia embora no fim de Verão, este responde-lhe que ia ficar ali para sempre. Convida o seu amigo a comer uma truta, contando-lhe que tinha aprendido.
Depois de quarto anos Jacinto continua lá e o amigo da um salto ao palacete na cidade onde está tudo cheia do de pó.
Jacinto já não está aborrecido.

