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Saía de lá
zangada,
irritada.
Ai que nervos!!!!
aquela confusão,
mas logo passava
porque sempre
que havia uma desilusão
logo de seguida,
vinham aqueles momentos
de perdão,
de carinho,
que até me vinha lágrimas aos olhos.
Apesar de tudo isto
momentos maus,
momentos bons,
espero deixar saudade,
e apesar,
de não puder dar mais aquela palavra,
e após a minha virgula
deixo a palavra SAUDADE
e termino com o ponto final.
Com alegria e orgulho
são os meus queridos meninos
e sempre serão.
Carla Enes com uns ajuste de Elisa Enes
A mão quer ser benevolente
quando a alma empalidece e omite
os sofrimentos que a moldaram.
Há versos serpenteantes como silvos
e gritos lancinantes como adagas.
A casa deixou de ser cúmplice
desta escrita que se alimenta da sua dor.
Um poeta não tem que ser a margem
em que tudo se aninha e se oculta.
Há de ser outro o seu destino.
Eu morri por dentro, torrencial,
como uma máquina ferida, esventrada
pelo brutal ofício da confidência.
Só os cães logram decifrar nos meus olhos
o sacrifício do que nunca será lido.
Um dia hastearás por mim, promete,
na proa de uma nau incandescente,
o pequeno estandarte da alegria
que eu nunca soube partilhar.
O amor será então uma cicatriz,
uma pétala ferida no lugar
onde o Outono se agacha para dormir.
José Jorge Letria, O Livro Branco Da Melancolia
Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.
A sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas.
Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias…
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.
O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos.
Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.
Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar:
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.
Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia.
Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.
Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.
Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.
Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.
A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede.
Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem…
Moral da História:
Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.
A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.
Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
“O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente.”
Autor Desconhecido
Carla Enes
Liberdade não é usar reticencias em tudo o que se faz, nem pôr pontos de interrogação nos bons conselhos.
Liberdade é sabes pôr um ponto final nos preconceitos, nas injustiças, ambição desmedida. É aproveitar bem a pausa da virgula para pensar, antes de agir.
O Essencial para o Básico Prático, Língua Portuguesa 7º/ 8º/9º Anos
Na conjugação pronominal simples, o verbo é conjugado com os pronomes o, a, os, as.
Exemplo:
Podendo estes tomar outras formas: lo, la, los, las. É o que acontece quando a forma verbal termina em -r, -s ou -z, que são omitidos.
Exemplo:
Quando a forma verbal termina em m, os pronomes tomam as seguintes formas: no, na, nos, nas.
Exemplo:
Na conjugação pronominal reflexa, a acção do sujeito recai sobre ele próprio. Nesta conjugação, o verbo aparece ligado aos pronomes me, te, se, nos, vos, se.
Exemplo:
Na conjugação pronominal recíproca, a acção de cada um dos sujeitos recai mutuamente sobre ambos. O verbo aparece ligado ao pronome se.
Exemplo:
Obra: Viagem a um mundo fantástico
Autor: Jostein Gaarder
Ler é viajar.
O livro é como uma noite a sonhar.
Carla Enes